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A aprovação da Emenda Constitucional 132/2023 deflagrou uma transformação que vai muito além dos tribunais e das interpretações jurídicas. A transição para o novo sistema baseado no IVA Dual (IBS e CBS) exige uma revisão completa na forma como as empresas organizam as suas informações, conectam os seus departamentos e estruturam as suas rotinas internas. O Ministério da Fazenda já sinalizou que a adaptação não será um evento pontual, mas um processo contínuo de adequação de dados.

O epicentro dessa mudança é o seu Enterprise Resource Planning (ERP). O sistema de gestão deixou de ser um mero emissor de registros para se tornar o ponto de convergência estratégico onde compras, estoque, faturamento e o setor fiscal precisam falar a mesma língua. Tratar a Reforma Tributária apenas como a “troca de um imposto por outro” é um erro que custará muito caro. O novo modelo exige absoluta transparência e rastreabilidade. Se os processos internos da empresa forem falhos e os dados inseridos na origem estiverem incorretos, o seu ERP não resolverá o problema — ele apenas amplificará o erro em escala automatizada.

Na AG Sociedade de Advogados, alertamos diariamente as diretorias executivas: um erro tributário no novo cenário não significa apenas uma notificação de multa no futuro. Significa, hoje, a perda imediata de créditos financeiros, a formação de preços de venda errados e o estrangulamento irreversível do fluxo de caixa. Por isso, o nosso trabalho de compliance atua na intersecção entre a lei e a tecnologia. Auditar os parâmetros do seu sistema e garantir a integração entre os setores operacionais é a única forma de garantir a competitividade e a sobrevivência do negócio durante essa transição.