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No próximo dia 9 de fevereiro, o cenário tributário brasileiro passará por uma transformação histórica com a posse simbólica dos membros do Conselho Superior do Comitê Gestor do IBS (CGIBS). Pela primeira vez, os 54 representantes (titulares e suplentes) de Estados e Municípios estarão oficialmente reunidos para gerir o tributo que substituirá o ICMS e o ISS.

A reunião virtual de segunda-feira não será apenas protocolar. O foco está na “fundação” administrativa do órgão:

  • Eleição da Vice-Presidência: Complementando a presidência de Flávio César (MS).
  • Regimento Interno: A definição das regras de votação e deliberação, essenciais para a segurança jurídica das futuras resoluções.
  • Sede e Estrutura: A definição da estrutura física em Brasília e a cessão de servidores técnicos dos entes federativos.

O Desafio da Governança e o “Impasse da CNM” 

Embora a posse marque a maturidade institucional do Comitê, os bastidores revelam desafios críticos. A Confederação Nacional de Municípios (CNM), que se afastou da redação inicial do regulamento em 2025, agora retorna ao colegiado. Essa “lacuna” na participação pode gerar questionamentos formais sobre o texto do regulamento do IBS, que ainda aguarda parecer jurídico definitivo.

Como o IBS e a CBS funcionam no modelo de IVA Dual (impostos espelhados), qualquer atraso ou alteração profunda no regulamento do IBS impacta diretamente a operacionalização da CBS federal.

Para o contribuinte, qualquer atraso ou ruído nesta fase pode significar um adiamento na publicação das normas infralegais que detalham o funcionamento do IVA Dual. A integração total entre IBS e CBS (o “espelhamento”) depende de um consenso rápido entre os 54 novos conselheiros.

Visão do Escritório 

A instalação do CGIBS é o marco zero para as empresas que buscam segurança jurídica na transição. O rigor técnico agora se desloca para o acompanhamento das Resoluções que serão editadas por este conselho. O ano de 2026 não será apenas de “testes”, mas de definição das bases do contencioso administrativo unificado e da operacionalização da tributação instituída pela Reforma Tributária.